Pastores da OPBCB Criam Manifesto de Repúdio à Bíblia Free Style

25/04/2013 12:11

 

minicapa

 

Nós pastores batistas, membros da ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL – OPBCB, tomando conhecimento da existência de uma suposta versão livre da Bíblia, denominada pelo seu autor[1] de Bíblia Free Style, divulgada na internet[2], vimos a público manifestar nosso repúdio, a esta versão, pelos motivos que se seguem:

Antes de tudo necessário se faz um esclarecimento. Doravante iremos nos referir a Bíblia Free Style” como Versão Free Style”, pois não a consideramos uma Bíblia; na verdade ela não é nem tradução, nem versão, nem paráfrase. Portanto se todas essas designações são impróprias a ela, obviamente ela é muito mais indigna de ser chamada de Bíblia. 

I. A PALAVRA DE DEUS É VIVA

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz…” (Hb 4.12). Sendo viva ela é eficaz, portanto não necessita de artefatos da sabedoria humana, nem depende de técnicas linguísticas, para se tornar compreensível.

Se o objetivo pretendido pelo autor da Versão Free Styleé tornar a Bíblia compreensível pelo uso de vocábulos populares, deve ser dito, em claro e bom som, ser impossível o entendimento das Escrituras desassociado da iluminação do Espírito Santo, ainda que se usem vocábulos passivos[3]e vocábulos ativos[4], ou linguagem popular, porque a eficácia da Palavra está nela mesma, e não nas suas traduções.

Quando o Espírito Santo ilumina os olhos do entendimento[5] a Palavra é revelada tanto para o leitor de alto nível intelectual quanto para o mais humilde. Se dessa forma não fosse, seria impossível a conversão de um analfabeto. Cremos que a Palavra de Deus é eficaz para revelar-se ao indouto, ao iletrado e ao analfabeto, e isto comprova a inutilidade dessas versões. Portanto o argumento que se usa para justificar a existência da “Versão Free Style”, como de outras traduções de linguagem popular, é inaceitável.

É possível até que uma linguagem menos erudita e menos clássica, possibilite uma compreensão literária ou da gramática do texto, mas em nada há de cooperar no entendimento espiritual da Bíblia, pois a interpretação correta da Bíblia, necessariamente exige que se faça uma interpretação espiritual.

Por interpretação espiritual não estamos nos referindo a uma espiritualização da Bíblia, ou a uma interpretação alegórica do texto bíblico, mas ao “espírito e vida” [6] que há na Palavra Viva de Deus. Esse “espírito e vida” encontra-se oculto além da mera letra[7], e a mente humana só pode atingir o Espírito da letra mediante revelação do Espírito Santo quando este ilumina a mente do leitor. Isto independe da versão ou da gramática do texto, pois o Espírito Santo poderá usar qualquer versão disponível[8] no idioma do leitor, contanto que ela não seja nem falsa nem espúria.

II.  A PALAVRA DE DEUS É ELEVADA

 … engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome” (Sl 138.2). A tradução de um documento ou obra literária de natureza bíblica requer de seus tradutores capacidade teológica, técnica, histórica, geográfica e linguística, pois uma tradução mal feita não terá credibilidade, nem reconhecimento, nem aceitação, a não ser pelos incautos e ignorantes.

Conta-se que para traduzir a Versão dos Setenta, a Septuaginta (LXX), foram necessários setenta e dois tradutores, seis rabinos de cada uma das doze tribos de Israel, sendo todos eles homens sábios e eruditos, conhecedores do hebraico e do grego. Tais atributos foram necessários e exigidos para que a obra de tradução fosse concluída com fidelidade. Alguns eruditos e estudiosos não confirmam esse fato, mas, de qualquer maneira, ainda que seja uma lenda, ela serve para demonstrar o grande respeito que tinham os hebreus pelo texto sagrado, pois era muito comum ao povo hebreu expressar importantes verdades por meio de contos, fábulas e estórias.

Caso isso fosse verdadeiro, que a Septuaginta tivesse sido traduzida em apenas 72 dias, por 72 rabinos, isso teria sido o resultado de uma ação extraordinária do Espírito Santo sobre eles, pois nunca se ouviu falar de alguma tradução que tenha sido elaborada em tão curto período de tempo.

Para nós é mais provável crer, de acordo com o historiador Flávio Josefo, que judeus sábios traduziram a Torah para o grego Koiné no século III A.C. e os demais livros ao longo dos dois séculos seguintes, totalizando um período de quase três séculos. Certamente essa tarefa tão grandiosa exigia um tempo assim tão prolongado.

As versões que temos atualmente, em língua portuguesa (como nas demais), não foram concluídas em dias ou meses. Não foram elas irresponsavelmente traduzidas um capítulo por dia, como faz o autor da “Versão Free Style”. Todas as versões e revisões que temos atualmente requereram dos seus exegetas e tradutores um esforço enorme, que demandou horas de pesquisas e leituras, além do indispensável conhecimento das línguas originais, e do conhecimento da gramática tanto das línguas originais quanto do próprio idioma para o qual foram traduzidas.

Vários fatores devem ser considerados na tradução de uma obra. Na tradução da Bíblia esses fatores se complicam por causa de sua natureza tão específica e diversa: diversidade de livros, de autores, de épocas[9], diversidade de expressões idiomáticas, diversidade de cultura, etc.

Algumas regras são básicas numa tradução. A seguir mencionaremos três que entendemos fundamentais na tradução da Bíblia. Certamente há outras, mas as três que citaremos são suficientes para nossa argumentação.

1) O tradutor deve evitar ambiguidades. Isto é, o tradutor tem o dever de traduzir com clareza, não dando margem a entendimento duplo e duvidoso.

Essa regra foi quebrada pelo tradutor da “Versão Free Style”, pois ela tem muitas ambiguidades; suas palavras e frases dão margem a sentidos diversos.

2) O tradutor deve observar o contexto. O tradutor deve ater-se ao contexto do texto, para evitar o pretexto.

Inegavelmente na “Versão Free Style” há mais pretexto do que contexto.

3) O tradutor deve ter conhecimento das expressões. As expressões idiomáticas e figuras de linguagem devem ser traduzidas com exatidão, e transmitir o exato sentido do texto.

A “Versão Free Style” destrói a riqueza cultural, e peca pela substituição de expressões idiomáticas, pela escolha de palavras que, no vernáculo, não transmitem o seu verdadeiro significado. Murchou a Flor do Lácio!

As três regras acima citadas são fundamentais e essenciais, e deveriam existir mesmo numa tradução que se caracteriza como “tradução livre”.

Basta uma rápida leitura da “Versão Free Style” para perceber a inexistência dessas regras. Facilmente se percebe que as frases usadas, as palavras e os termos escolhidos por seu tradutor, induzem o leitor a interpretações ambíguas e a conclusões duvidosas.

Na “Versão Free Style” a riqueza cultural que encontramos nas expressões idiomáticas das traduções regulares, foram corrompidas e substituídas por termos impróprios, de extrema pobreza literária, carregados de vileza e de insana profanação. Esta é uma constatação que lamentamos profundamente, pois a Palavra de Deus merece tratamento respeitoso no mais alto nível. Tratar o texto sagrado – tão precioso e sagrado – de forma assim tão acintosa, profana e desprezível, evidencia uma mente perversa e um coração submerso “…em fel de amargura, e em laços de iniquidade” (At 8.23).

A Palavra de Deus, sendo a mais elevada obra literária existente no mundo, por causa de seus elevados ensinamentos morais, por seu estilo literário ímpar, e sua riqueza poética e histórica[10], não poderia, nem pode ser manuseada de forma irresponsável, e resultar numa pretensiosa obra de tradução, ainda que se denomine “tradução livre”.

Nada existe tão elevado quanto Deus, ou acima dele. Somente sua Palavra é tão alta quanto Ele Engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome” (Sl 138.2), porque a Palavra de Deus é o próprio Cristo, pois Ele é a Verdade[11]. Portanto os homens deveriam ser cautelosos na forma como se utilizam da Palavra de Deus e como se referem a ela e como a manuseiam[12]. A fidelidade e reverência à Palavra de Deus é algo que se requer de todos nós, pregadores, exegetas e tradutores, e nós não encontramos essa preocupação na “Versão Free Style”.

III. A PALAVRA DE DEUS É PURA

“As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes” (Sl 12.6).A Bíblia não faz rodeios, nada ela oculta. Ela conta os fatos como eles são, e os narra exatamente como aconteceram. Entretanto, quando relata a conduta escandalosa das pessoas ou expõe o mal caráter delas, procura dizer toda a verdade, mas não usa palavras chulas ou gírias impróprias. Há muitas passagens que poderíamos citar como exemplo, mas queremos mencionar apenas duas:

  1. Em Ezequiel 16.26 Deus acusa Israel de ter se prostituído com os egípcios porque eles eram homens “grandes de carne” (Ez 16.26). Qualquer um entenderá que tal expressão refere-se ao órgão genital masculino, mas a linguagem, ainda que seja a mais exata possível, está longe de transmitir vulgaridade.
  2. A outra passagem encontra-se em Ezequiel 23.20 onde lemos igualmente acerca de Israel que se prostituiu com os egípcios. Perceba como o tradutor foi cuidadoso na tradução desse verso: “E enamorou-se dos seus amantes, cuja carne é como a de jumentos, e cujo fluxo é como o de cavalos” (Ez 23.20). No uso de uma linguagem digna, procurou o tradutor por palavras que transmitisse o exato sentido do texto, mas sem provocar a imaginação libidinosa do leitor, portanto em lugar de “membros grandes”, como faz outra tradução, eles usaram “carnes grandes”, um eufemismo.

Vejamos três exemplos da “Versão Free Style”:

“Se algum dos seus amigos fizer alguma merda, puxe ele no canto e quebre o pau. Se ele cair na real e pedir desculpas, você salvou seu amigo. Mas se o mané teimar, leva mais uns dois ou três pra por pressão. Se nem assim o safado reconhecer a cagada, leva a gangue inteira pra lhe dar uma surra moral! E se ainda sim o desgraçado não assumir o que fez, então nem considerem ele como amigo.” (Mateus 18.15-17 – “Versão Free Style”). 

“Jesus, que da escola de malandragem havia sido expulso, respondeu: Ô cambada de hipócritas. Acham que eu sou otário? Aqui é curintia! Me empresta uma moeda aí pra eu mostrar uma coisa”. Então emprestaram uma moeda qualquer. Jesus então perguntou: “Quem que imprimiu essa cara feia aqui na moeda?”. Todos responderam: “Foi a Dilma!”. E ele explicou: “Então deixa pra Dilma o que é dela. E deem pra Deus o que é de Deus!” (Mateus 22.18-21 – “Versão Free Style”). 

“Mas Pedro, o bonzão, disse que Jesus nem precisava se preocupar, porque ele tava junto pro que der e vier. Jesus já jogou a real, dizendo: “Ô Pedro, baixa a bola! Você vai ser o primeiro a bundar feio nessa noite, antes do despertador tocar três vezes na função soneca (na verdade era o galo, mas quem usa galo pra acordar hoje em dia, heim?)”. E Pedro dizia que não, que não ia abandonar Jesus nem a pau” (Mateus 26.33-35 – “Versão Free Style”).

A leitura desses trechos produz asco. Neles foram usadas as expressões “merda”, “quebre o pau”, “mané”[13], “cagada”, “escola da malandragem”[14], “otário”, “curintia”, “Dilma” [15], “baixa a bola”, “bundar”.

Tais termos são ultrajantes e profanos, e não correspondem à dignidade da Palavra de Deus. Eles não conferem graça, não edificam, e levam o leitor ao caminho inverso daquele recomendado por Paulo, que em sua epístola aos filipenses, ordena aos crentes que pensem em tudo “…o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama…” (Fp 4.8), em tudo o que tem “…virtude” e produza “louvor” (Fp 4.8). Ora, a “tradução” da Versão Free Style não produz nenhuma virtude de pensamento. Suas palavras baixas e chulas tornam impossível o louvor que Paulo recomenda. Elas produzem indignação e desonra.

Se a “Versão Free Style” usasse apenas gírias, já seria inadequado para a tradução de um clássico literário (a Bíblia certamente é um deles), porque gírias são geograficamente restritas, de duração efêmera, e tem alto índice de rejeição pela linguagem gráfica. Entretanto o tradutor da “Versão Free Style” foi além do simples uso de gírias. Ele conseguiu, superando os mais vis e desprezíveis contos do populacho, vulgarizar a Palavra de Deus, e isto sem mencionar a extrema pobreza literária encontrada no texto.

Se nesses três textos bíblicos que citamos, onde não há nenhum indecoro no texto original, foram utilizadas palavras chulas, ficamos imaginando que palavras o tradutor utilizaria na tradução de Ezequiel 16.26 e 23.20. Dá para imaginar?[16]

IV. O TERMO “BÍBLIA” É IMPRÓPRIO PARA A VERSÃO FREE STYLE 

Há muitos anos uma tradução pervertida da Bíblia foi levada aos tribunais americanos. Os tradutores foram questionados em seu conhecimento teológico, e examinados em seu saber linguístico. Uma vez comprovada a deformação daquela versão, o Tribunal deu o seu veredito proibindo o uso do título “Bíblia Sagrada” na capa daquelas traduções. As traduções poderiam continuar sendo vendidas, mas sem o uso do título “Bíblia Sagrada” em suas capas.[17]

Este foi um caso verdadeiro, e serve para demonstrar a seriedade que se requer na tradução da Bíblia. Foi necessária a intervenção da Justiça para garantir a veracidade do texto bíblico[18]. Não podemos impedir a continuidade da “Versão Free Style”. Seu autor é livre para continuar com essa obra, mas queremos tornar pública nossa rejeição a ela, e manifestar nossa reprovação pelo uso do título “Bíblia” associado a essa versão, porque esse termo – “Bíblia” – que é um vocábulo consagrado para nós, e para todo o povo evangélico em geral, não pode nem deveria estar vinculado a esta obra tão funesta, espúria e infiel ao texto sagrado. Chamar essa tradução de Bíblia, além de ser um grande equívoco, é um ato de profanação.

CONCLUSÃO 

A “Versão Free Style” utiliza palavras chulas, termos indecorosos e expressões ofensivas. Com tais palavras, ela fere os símbolos sagrados da religião cristã, e ofende, não apenas os evangélicos, mas a toda a comunidade religiosa cristã. Fere o bom siso da inteligência e da consciência.

A “Versão Free Style” é, de fato, uma grande profanação, não somente do ponto de vista da fidelidade teológica, mas também da sensibilidade literária, pois empobrece o acervo cultural da literatura em geral, mas especialmente o da literatura cristã. Trata-se de uma literatura de extremo mau gosto, talvez atraente ao gosto do populacho, mas completamente reprovável a quem tem bom siso.

Voltando a citar a tradução dos setenta (LXX), conta-se que o rei pessoalmente empenhou-se a financiar tal empreendimento, porque queria orgulhar-se de sua biblioteca, que, para completar-se, necessitava dum exemplar do Antigo Testamento dos hebreus. Desse fato podemos verificar que até mesmo um rei impenitente e rude pôde manifestar o gosto pela arte superior e pela boa literatura. Por meio desse conto entendemos que pessoas ignorantes e sem nenhuma escolaridade podem revelar graça e poesia. Portanto é desnecessário e reprovável baixarmos ao nível da ignorância e da mediocridade, sob o argumento de se fazer entendido, porque o que deveríamos fazer é tomar o caminho inverso, ou seja, incentivar àqueles que possuem baixa escolaridade ou pouco entendimento, a subirem o seu nível na escala cultural.

Para tanto a leitura e o estudo das Escrituras vem cumprindo muito bem esse papel, pois é isso que temos visto nas igrejas onde a Bíblia é respeitada, porque ela, não somente TRANSFORMA a pessoa dando-lhe uma nova identidade espiritual em Cristo, como também INFORMA. A Bíblia edifica a pessoa e produz nela uma nova mente e uma nova mentalidade (intelectual e espiritual). Além disso, abre-lhe novos horizontes na área do saber, na medida em que se transforma num vasto campo de pesquisa e de desenvolvimento cultural[19]. A Bíblia mostra o caminho para o céu, mas também abre as portas da erudição[20]. É bem verdade que a própria Bíblia recomenda a simplicidade[21], mas devemos entender que simplicidade não deve confundir-se com mediocridade, e a “Versão Free Style” ainda que tenha aparência de simplicidade, está mais para a mediocridade.

A “Versão Free Style” é distorcida, medíocre, blasfema, ultrajante e profana, porque nela se misturam em meio às santas palavras de Deus palavras torpes e indecorosas; nela se mistura a água doce com a amargosa: “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce” (Tg 3.11-12).

Ainda que o tradutor da “Versão Free Style” esteja imbuído de prestar um serviço a Deus, e esteja bem intencionado, e tenha sido movido por um desejo sincero de tornar o texto bíblico inteligível a todas as classes de pessoas, cremos que ele cometeu um grande equívoco, e que está sendo movido por um espírito de confusão e de torpeza, e está na verdade, trazendo vilipêndio para o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, e juízo contra si.

Pelos motivos aqui expostos, não podemos aceitar essa nova “versão”, e por isso nós a repudiamos e rejeitamos veementemente.

Assinam este documento em nome da ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL os seguintes pastores:

São Paulo, 25 de abril de 2013.

Pastor Luiz Antonio Ferraz, Relator

Igreja Batista Vida Nova – SP.

Pastor Wagner Antonio de Araújo, Presidente

Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel – SP.

 

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Você pode compartilhar este manifesto livremente ou disponibilizá-lo em seu blog para download.

 


[1]    O autor é o Pastor Ariovaldo Carlos Jr., da Igreja Manifesto.

[2]    A “Versão Free Style” pode ser lida em http://bibliafreestyle.com.br/

[3]    Vocábulos passivos: aqueles que se entendem.

[4]    Vocábulos ativos: aqueles que se usam.

[5]   Ef 1.18 – “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos”.

[6]    Jo 6.63“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida”.

[7]    2Co 3.6“O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica”.

[8]    O Espírito Santo pode usar inclusive versões antigas e eruditas (aquelas que muitos hoje consideram arcaicas), pois antes de surgirem as versões modernas da Bíblia só havia essas, e foram elas, que o Espírito Santo usou para converter os pecadores.

[9]    Cada livro da Bíblia foi escrito numa época diferente, alguns livros mais próximos uns dos outros, outros em épocas mais distantes. Toda a Bíblia foi escrita em um período de 1600 anos.

[10] Há muitos outros atributos que caracterizam a natureza sobrenatural da Bíblia, mas esses que citamos são suficientes para nossa argumentação.

[11] Jesus é a Palavra de Deus: “…o nome pelo qual se chama é A Palavra de Deus.” (Ap 19.13). Em outra passagem João diz que Jesus é a Verdade: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida…“. (Jo 14.6), e em outra que a Palavra de Deus é a Verdade: “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17.17).

[12] 2Tm 2.15“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

[13] Mané, gíria oriunda do nome Manoel (de Emanuel), o nome santo do Senhor (Mt 1.23; Ex 20.7). Essa expressão carrega um sentido pejorativo, pois surgiu do preconceito contra os portugueses, que no Brasil são alvos de piadas nas quais sempre figuram como sendo ignorantes.

[14] O autor afirma descaradamente que Jesus pertencia a essa escola.

[15] O autor cita a Presidente do Brasil, em flagrante desobediência a Judas 8, por se referir de forma desrespeitosa à mais alta dignidade da nação, veja Ec 10.20.

[16] Para exemplificar confira a tradução de Mateus 1.25“E não a conheceu até que deu à luz seu filho...” (ACF). “José, cabra macho e obediente, não transou com a dona Maria até que nascesse o menino…” (Versão Free Style).

[17] Essa tradução ficou conhecida como “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”. Até a cor da capa era diferente, mas hoje esse grupo distribuem suas traduções com capa preta e com o título “Bíblia Sagrada”.

[18] Um bom exemplo disso é a King James Version ou Versão do Rei Thiago que foi autorizada pelo Rei e recebida pelo povo após aprovação pela mais alta autoridade da nação.

[19] Sl 119.99“Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação”.

[20] Is 50.4“O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado…“.

[21] 2Co 11.3“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” .

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